terça-feira, 11 de maio de 2010

Pés Descalços


Pés descalços...

Eu andava perdido
E agora estou me encontrando,
Eu andava perdido,
Eu andava...
E andava
E continuava perdido.

Eu estava cego,
Via o céu e estava cego,
E não sei como,
Algo me tocou,
E agora vejo,

E diante da brisa,
Sinto meu caminhar deslizar,
Com os pés descalços,
Estou livre,
Respiro, vejo,
Sinto,
Agora vivo...

sábado, 26 de dezembro de 2009

Querida Sally


Ola, Sally,
Meu telefone hoje não tocou, fiquei esperando ele me ligar, mas não me ligou, nem uma mensagem sequer me mandou Sally. Se estou arrasado por isso? Claro que não Sally, pelo menos deveria ter me mandado uma mensagem para dizer que esta tudo bem e tudo o mais. Mas depois daquela noite que tivemos, Sally, ele não me ligou mais, só me desejou feliz natal e foi-se embora. Mais tarde, daquele mesmo dia, Sally, eu tentei ligar pra ele, ele não me atendeu da primeira vez que eu tentei falar. Já da segunda vez, ele me atendeu com uma voz estranha, fria, disse que estava dirigindo e que não podia falar naquele momento. No inicio até aceitei, mas depois comecei a achar estranho, exatamente porque ele não me ligou ainda, nem disse nada da gente se encontrar esse final de semana, será que já desistiu? É claro, Sally, isso se passa na minha cabeça sim. E de onde você achar que estão vindos todos esses pensamentos? Aos quais estou escrevendo pra você? Acho que não Sally, não acredito que ele ainda vá me ligar, ou me avisar de qualquer coisa, exatamente porque hoje pela manha enviei uma mensagem a ele e até agora não recebi nenhum sinal de fumaça, então, não vai ligar, nem da sinal de vida, creio eu!
Sabe de uma coisa Sally, estive pensando enquanto estava tomando o meu banho, e já lhe disse isso diversas vezes, deixei de acreditar no amor, hoje tenho a convicção de que ele não existe, pelo menos pra mim, Sally. Incrivelmente, meus relacionamentos terminam antes que eu possa apresentá-los aos meus amigos e familiares, ou melhor, quando eu menciono que estou namorando, alguns dias depois, já estou solteiro novamente, seria isso um problema do mundo? Ou o problema é comigo?
Ah, Sally, você sempre me dizendo para eu parar com esses meus achismos, e daí, as vezes prefiro ficar com os meus achismos, do que simplesmente não pensar em nenhuma hipótese.
Mas, vou ficar bem, Sally, não precisa se preocupar com isso, quanto a isso, já estou calejado, ou melhor dizendo, já tenho experiência suficiente para encarar a realidade e seguir em frente, sempre, e não deixar que isso me abale ou prejudique o meu objetivo final, claro né Sally, eu vou conseguir, mais cedo ou mais tarde, eu vou conseguir, e quando conseguir, eu volto pra lhe contar.

Beijos do sempre amigo,

sábado, 31 de outubro de 2009

Mentiras

Aceito o seu jeito desengonçado!
Aceito a sua forma de me tratar!
Aceito todas as coisas que você diz, mesmo não querendo dizer nada em palavras!
Aceito tudo, de forma contida, controlada.
Fico querendo respostas, e elas não vem.
Tento fechar os olhos.
Prestar atenção em outros acontecimentos.
Aceito qualquer tipo.
Aceito escolhas.
Aceito flexibilizar.
E quem me aceita?
Questiono as palavras verdadeiras, os sentimentos verdadeiros.
São realmente verdadeiros?
Assim nascemos e iremos morrer da mesma forma.
E achava que a sinceridade era válida, mas que pretensão a minha, não?
Isso não existe.
E eu vivo com sinceridade, sem me preocupar com que os outros irão ou não pensar.
Sou eu que vivo dessa forma, não você, não é mesmo?
Então, o que você tem a ver com isso?
Por que questiona e quer saber?
Digo, na verdade, não irei dizer.
Porque sempre acreditei que: "Atitudes valem muito mais do que mil palavras."
e tenho dito.

sábado, 29 de agosto de 2009

Caminho


Sou o amor...
Sinto que meus sentimentos se esvaem de meus pulmões e se perdem no destemido sem fim. Segue caminhos antes nunca viajados, antes nunca questionados se existem, onde a voz sai embargada pelas lagrimas que temem em rolarem pelo rosto. Quero sair disso, mas sou entorpecido dos acontecimentos mais vis que já me aconteceram. Posso até achar que estou ficando louco ou algo do tipo, mas minha respiração se acelera, meus batimentos cardíacos ficam descompassados, e sou simplesmente arremessado na constante montanha russa dos sentimentos alheios ao propósito para que vim. E quem sou? Sou o desconhecido desbravando sentimentos, pensamentos, sensações, emoções, poderia me chamar de palavra, de sentimentos, de amor, de verbo, poderias me chamar de tudo o que esta pensando neste momento. A verdade mais sincera possível é que sou um desconhecido de mim mesmo, tentando achar o caminho, que se emudece, que se esconde de si próprio, estou tentando descobrir quem eu sou!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Peco

Peco por querer ser um ser diferente daquilo que sou.

Peco por não saber dosar a intensidade dos meus atos contínuos e sem prescrição.

Peco por diversos motivos, diversas coisas, diversas vezes, incontáveis, incontroláveis.

Peco por não obter respostas em minhas perguntas obliquas.

Peco por acreditar, por querer ter, e isso hoje não é mais possível, não hoje, e talvez, até mesmo pelas circunstâncias do momento não será mais.

E foi você mesmo quem me disse que estava preparado. E embora eu acreditasse em você, de certa forma sabia que isso seria inevitável. Patético, não? Saber das coisas antes mesmo delas acontecerem, não é verdade?

Patético, por me conhecer muito bem e saber daquilo que estou disposto a fazer e ter. Embora você tenha me provado completamente o contrario. Lógico que estas palavras são apenas para colocar a voz pra fora, e dizer-lhe que eu tentei, de todas as formas possíveis e imagináveis, eu tentei.

Foi exatamente você que não quis mais. Não atendeu telefone, não respondeu as minhas mensagens, ficou exatamente da mesma forma como se nada tivesse acontecido.

E então, continuo a seguir meu caminho, sem mesmo poder entender o quanto que isso vai me custar. E o quanto estou preparado pra tudo.

Eu sei disso! Sei que embora tenha me dito o contrario, eu sei disso!

Eu simplesmente não acredito mais! Não quero mais ter! Nunca quis ser o dono da verdade!

O que vou fazer da minha vida agora?

Agora eu não vou viver como alguém que só espera um novo amor, as outras coisa no caminho por onde eu vou, as vezes ando só trocando passos com a minha solidão, e estes são os momentos de que não abro mão. Escuto um silêncio que há em mim e isso basta. Eu quero sair de manha, quero seguir a estrela em uma louca tempestade, quero ser uma tarde gris, quero que a chuva corra sobre o rio, o rio por ruas corre em mim, as águas que me querem levar tão longe. Eu quero partir bem manha, eu quero sentir o vento na minha pele a deslizar, quero uma lua plena, quero sentir a noite. Outro tempo começou pra mim agora, vou deixar a rua me levar e ver a cidade se acender. Agora eu vou viver!